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Estudo - A semeadura e a colheita
Por: Fabio

Texto básico: (Gál. 6.6-10). Texto central: “Não vos enganeis: De Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gál. 6.7).


Introdução: Um homem semeou trigo no seu campo. Passados alguns dias, começaram a surgir as pequeninas plantas do trigal. Mas, em vez de haver só trigo, como era de se esperar, havia também joio. Os empregados daquele homem, os que executaram o serviço, ficaram confusos e começaram a interrogar uns aos outros: “Como há joio, se nós plantamos somente trigo?”. O patrão os acalmou dizendo: “Foi um inimigo que fez isto. Ele veio à noite, enquanto dormíamos, e semeou no nosso campo a semente do joio”. (Mat.13.24-30). Perguntamos: Havia razão para aqueles trabalhadores ficarem confusos? Claro que havia. Não é preciso ser botânico para saber que semente de trigo produz trigo, ou, que a terra não muda as características de uma semente nela plantada: Planta-se trigo, colhe-se trigo; planta-se capim, colhe-se capim.


Pero Vaz Caminha, ao descrever a terra do Brasil, quando descoberta, disse: “A terra é boa, em se plantando nela, tudo dá”. De fato, a terra em toda parte tem esse poder extraordinário de transformar a semente em frutos. Para a tranquilidade do agricultor, a terra produz frutos iguais à semente. A vida tem leis iguais as da terra. Nela, em se plantando, tudo dá, e os frutos são sempre iguais as sementes. A diferença é que, na vida, as sementes são nossos atos, as palavras e os pensamentos. Por essas razões, o apóstolo Paulo escreveu: “não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gál. 6.7). Com essas palavras, introduzimos este estudo.


1º) “Não vos enganeis...” (v.7): Um engano em assunto espiritual pode ter consequências até mesmo eternas. Um engano pode vir da parte de Satanás, o milenar enganador. Enganado pelo Diabo o homem teve por consequência a pena de morte eterna. O engano, também, pode vir como resultado da nossa própria ignorância (falta de conhecimento), ou negligencia (falta de atenção).


Há dois exemplos bíblicos sobre o engano, um por ignorância e outro por negligencia. Jesus conta de um homem que ao morrer foi para o inferno. De lá pedia misericórdia e que o aliviasse naquele lugar de tormento. Foi lhe dito que ele, em vida, devia ter dado ouvido a “Moisés e aos profetas” (a Palavra de Deus). Provavelmente, esse homem conhecia a Palavra e era religioso, pois no inferno ele clamava por Abraão. O judeu religioso, cria que na morte iria para junto de Abraão. Possivelmente, esse homem não levava a sério o ensino das Escrituras, como muitos membros de igreja, hoje em dia, não o levam também. Ele devia ignorar a necessidade de estudar a Bíblia como Jesus recomenda (Jo. 5.39). Deve ter ficado afligido e decepcionado, ao morrer, por não ter ido para junto de Abraão e, agora, não tinha mais jeito, pois do inferno não podia voltar a terra, e nem do inferno passar para o lado do céu (Lc. 16.22-31). Paulo escreveu: “não quero irmãos, que sejais ignorantes” (I Cor. 12.1).


Outro caso de engano foi o de Esaú que, por negligencia, não deu valor a benção de sua primogenitura, vendendo-a por um prato de comida (Gn. 25.29-34). Dele, está escrito: “posteriormente querendo herdar a benção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora com lágrimas, o tivesse buscado” (Hb. 12.17). A Bíblia diz: “Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Heb. 2.3). A coisa é tão séria que a Bíblia adverte: “Não vos enganeis...” (v.7). Em se tratando de assuntos espirituais, especialmente da nossa salvação, não devemos nos enganar nem por ignorância e nem por negligencia.


2º) “... De Deus não se zomba...” (v.7): Zombar é escarnecer. Não dar crédito a Palavra de Deus é zombar e escarnecer de Deus. Zombar ou escarnecer de Deus é muito grave. A igreja, reiteradas vezes, admoesta seus membros para terem compromisso, participando dos cultos, dos ensinos, da santa ceia, da oração, da evangelização e em ter cuidado com usos e costumes do mundo. O cristão não é membro da igreja apenas no rol de nomes da igreja, mas membro do Corpo de Cristo! Muitos não levam a sério a admoestação eclesiástica e endurecem-se contra a Palavra, mostrando que ainda não assumiram uma vida de total entrega a Cristo para o seu serviço. A Bíblia diz: “Bem aventurado o homem que continuamente teme: mas o que endurece o seu coração virá a cair no mal. O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, será quebrantado de repente sem que haja cura” (Pv.28.14; 29.1). A falta de responsabilidade com a Palavra de Deus é zombar e escarnecer de Deus. O homem não é autômato, ele tem vontade própria e é responsabilizado por Deus pelos seus atos. Quem zomba de Deus, receberá o devido castigo.


3º) “... Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (v.7): O que fazemos é como se fosse uma pedra que atiramos para o ar acima de nossa cabeça: Cairá sobre nós inevitavelmente. Somos os próprios semeadores de nossa felicidade ou infelicidade. Oséias já dizia: “A tua ruína, ó Israel, vem de ti...” (Os. 13.9). A Bíblia adverte dizendo: “Veja cada um como edifica” (I Cor. 3.10). É como se Paulo estivesse dizendo: "veja o que semeia e como semeia, pois aquilo que semear, também ceifará" (I Cor. 3.1-9).


Há quem semeia para a sua própria carne, para os prazeres e coisas pecaminosas. Essa colheita é sempre desastrosa. Outros há que semeiam para o Espírito Santo que habita neles. Esses produzem frutos de valor eterno. A colheita é a vida eterna. Quem semeia para o Espírito Santo, semeia também em favor de outrem: “E não nos cansemos de fazer o bem... mas principalmente aos domésticos da fé” (vs.9,10).


Finalmente, quais lições podemos aprender com o estudo sobre semeadura e a colheita?


1ª lição - Devemos ser sensatos:


Isto quer dizer de bom senso, prudente. Paulo escreveu aos Gálatas com respeito à irresponsabilidade em que muitos deles estavam incorrendo. Entre eles, estava sendo pregado um evangelho híbrido, isto é, misturado. Quem fazia isto eram alguns judaizantes que procuravam anular o poder salvador de Jesus, buscando impor a prática de ritos judaicos como sendo necessários para obter a vida eterna. Observem as palavras de Paulo: “Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foram Jesus Cristo exposto como crucificado? Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei, ou pela pregação da fé?” (Gl. 3.1).


A obra que devemos praticar para a salvação é aquela do Espírito Santo que tem as seguintes facetas: “Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gál. 5.22,23). A sensatez do crente está no fato de ser não apenas ouvinte da Palavra, mas, praticante. Se praticarmos a Palavra de Deus, estamos semeando a boa semente que produz bênçãos, alegria e a salvação, que é a vida eterna.


2ª lição - Deus não muda o que semeamos:


Há quem semeia precipitadamente e depois quer que Deus, à base de milagres, mude a estrutura de sua sementeira. Não tem como mudar isto. São como, se tivessem semeado milho e quisessem que Deus fizesse nascer feijão. Isso é tentar a Deus. Ele não faz coisas desse tipo. Se Deus agisse de tal forma, teria feito assim no jardim do Éden, logo que Adão e Eva semearam a primeira sementeira de rebelião e desobediência. Uma semeadura errada tem, como consequencia, uma colheita errada. Esta lei está impressa no universo e também na vida. Mudá-la seria transformar tudo num caos e fazer do ser humano um alienado.


Imaginemos se Deus se ocupasse em mudar o que semeamos: O lavrador não poderia escolher o produto que desejasse e nenhum valor moral teriam seus atos, pois seria um autômato! Alguém pode dizer: "mas Deus daria sempre o melhor para nós". De fato, Ele tem esse interesse, mas sempre quer fazê-lo através das nossas escolhas. Se Deus mudasse a semeadura do homem, seja bom ou ruim, nenhum valor teria a atitude do homem em escolher o que semear. Imagine você semeando trigo, por precisar de trigo, e Deus mudando a sua semeadura de trigo noutra semente qualquer? Deus não age assim e diz: “o que o homem semear, isso também ceifará” (v.7). Se Deus mudasse o que o homem semeia, Ele ficaria com a responsabilidade de tudo o que há de errado. Todos aqueles que manifestarem o desejo genuíno de salvação, esses serão salvos por Jesus. Do contrário, não haveria a necessidade em Deus nos ensinar e revelar a sua vontade para não sermos enganados. Deus não muda o que semeamos: Se semeamos na carne, colhemos corrupção; se no espírito, colhemos vida eterna!


3ª lição: Sejamos bons semeadores:


Pelo fato de Deus não mudar a nossa semeadura, Ele não se limita a ficar, lá de cima, a olhar o que vamos fazer para depois nos dar o resultado. Não! Sem quebrantar a nossa liberdade de escolha, Ele coloca à nossa disposição os meios para acertarmos sempre. A Bíblia é o manual que nos ensina como semear bem. Ela nos dá as diretrizes seguras para uma colheita de alegria e paz. Ela nos indica o tempo melhor para semear: hoje. Ela nos indica o que semear: amor. Ela nos indica onde semear: em nossa vida e na vida do nosso semelhante. O Espírito Santo, Deus nos deu para habitar em nós (I Cor. 3.16), e é Ele quem nos orienta mostrando-nos o que há de errado e impulsionando-nos a seguir o que é correto: “Andai no Espírito, e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gál. 5.16).


Estudo ministrado na Escola Bíblica Dominical - 31/07/2016









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