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Sofrimento: Educação ou castigo?
Por: ICPM

Texto básico: (2ª Cor. 11.22-33). Texto central: “São ministros de Cristo? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes” (2ª Cor. 11.23).

 

Introdução: Ninguém teria a coragem de afirmar que sofrer é uma boa coisa. Mas, ninguém pode negar que alguns sofrimentos trazem benefícios. Bom seria se pudéssemos viver e aprender sem precisar passar pela escola do sofrimento.

 

Como começou o sofrimento? A Bíblia explica que começou com o pecado. No momento em que entrou o pecado no mundo, o ser humano também passou a sofrer. Veio o medo, a vergonha e, para chegar ao sofrimento físico, não demorou nada. Portanto, o sofrimento é consequência da queda espiritual de nossos primeiros pais, queda esta que resultou em um viver de lágrimas, dor, morte, lutas e problemas.

 

Há sofrimento no nascer, no aprender, no viver e no morrer. Contudo, o sofrimento não deve ser motivo para desânimo e tristeza. Deus nunca permite que o cenário fique totalmente escuro. Sempre há espaço para o sorriso, uma fresta para a luz e um oásis de refrigério no meio do deserto abrasador. Para aquele que crê em Jesus como seu Salvador, há algo ainda muito mais estupendo: Há a gloriosa esperança da vida eterna. Aqui neste mundo temos pesares e tristezas, mas naquele lugar que Jesus foi preparar para os salvos, nada disso haverá. Lá, a alegria é perene, plena e completa. Sendo assim, o melhor remédio para o sofrimento é a nossa fé em Jesus. Ela nos ampara nos conforta, nos dá força e paciência para chegarmos vitoriosos até ao final da jornada.

 

Paulo foi um apóstolo do sofrimento. No texto básico deste estudo, vemos a descrição de tudo que ele sofreu pela causa de Cristo. Mesmo passando por tudo isso, o apóstolo pôde chegar ao final da carreira e dizer: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (2ª Tm. 4.7). O sofrimento não foi um empecilho à carreira de Paulo. Convido você a analisar o texto básico desse estudo e observar cinco pontos importantes do sofrimento do apóstolo:

 

1º) Como ministro de Cristo: É impossível ser ministro de Cristo sem experimentar o sofrimento, principalmente em épocas de perseguição, como foi a de Paulo. Sempre que nos propomos a fazer a obra do Senhor, devemos estar preparados para enfrentar os dias maus.


2º) Em prisões e açoites: Paulo relata tudo o que passou - prisões, açoites, apedrejamentos, fustigações e perigo de vida. O apóstolo pôde dizer: “... porque eu trago no corpo as marcas de Jesus” (Gl. 6.17). Cristo nos marca com o seu Espírito e, por causa disso, os crentes devem suportar as marcas feitas pelo mundo naqueles que são do Espírito. Quem, de fato, está em Cristo, é odiado pelo mundo por não mais pertencer a ele.


3º) Em naufrágio três vezes: Quem deseja servir a Cristo deve renunciar a vida fácil e cômoda. Paulo teve de enfrentar os maiores perigos, não teve um caminho de facilidades para poder espalhar o evangelho. Enfrentou o mundo como ele é e os elementos da natureza dentro dos seus processos normais. Hoje, muitas pessoas acreditam que Deus deveria facilitar tudo para elas a fim de pregar o evangelho. É uma falsa crença. Se quisermos pregar, temos de enfrentar o mundo como ele é, assim como Paulo fez.


4º) Em trabalhos e fadigas: Paulo foi um ser humano como qualquer outro. O que permitiu que fizesse a imensa obra em tão pouco tempo, foi o fato de ele não medir sacrifícios. Trabalhou a ponto de fadigar, fez a obra com devoção, oração, jejum, vigílias, e também com muito esforço.


5º) Preocupação com todas as igrejas: Cada igreja que se formava era mais uma preocupação para Paulo. Amava o rebanho do Senhor com todo o seu coração e alma, e perguntava: “Quem enfraquece que também eu não enfraqueça? Quem se escandaliza que eu não me inflame?” (2ª Cor. 11.29).


Finalmente, analisamos que existem quatro tipos sofrimentos na vida que podemos chamar de naturais, porque fazem parte da vida, queiramos ou não. Vejamos, pois, quais sofrimentos são esses:


A) Sofrimento pela subsistência: O que foi dito depois da queda: “No suor do rosto comerás o teu pão...” (Gn. 3.19) é uma realidade. O pão, o abrigo, a roupa e tudo que se refere a nossa subsistência, não são conquistados sem que haja uma luta árdua e isto é uma forma de sofrimento. Seja qual for à forma do nosso trabalho para ganhar o nosso “pão”, deverá ter de certa forma sofrimento. Não importa qual for à profissão, seja da mais simples função até ao mais alto escalão, haverá sofrimento pela subsistência. Seja na área agrônoma, na pecuária, na indústria de produção, na função política, social, pedagógica, eclesiástica ou qualquer outra. De um modesto lavrador a um renomado doutor, haverá sofrimento de algum modo pela sua subsistência.


B) Sofrimento devido a enfermidades: Ninguém passa a vida toda sem experimentar a dor de alguma enfermidade. Quanta doença existe hoje! Alguns sociólogos tem chamado o mundo de “Grande Hospital”. Paulo mesmo não escapou desse tipo de sofrimento. Timóteo, filho na fé de Paulo, tinha frequentes enfermidades, especialmente do estômago (1ª Tm. 5.23).


C) Sofrimento moral: Este, talvez, seja o mais alarmante tipo de sofrimento. É a dor que sofremos quando falhamos em alguma coisa; quando somos ofendidos, incompreendidos e injustiçados. Quando perdemos um ente querido, ou quando somos desprezados. É um sofrimento que abate o moral, desaponta a fé e tira o encanto da vida. Paulo experimentou este tipo de sofrimento em Roma, quando foi julgado por César. Ele disse que todos o abandonaram, mas disse também: “O Senhor me assistiu e me revestiu de forças...” (2ª Tm. 4.17).


D) Sofrimento pela causa do evangelho: Seguir a Cristo e fazer a sua obra não é tarefa fácil. O próprio Senhor Jesus não iludiu a ninguém quanto a isto: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mat.16.24). Todos os sofrimentos que Paulo descreve, no texto tomado para este estudo, foram por causa do evangelho. Nós também, visto que recebemos tantas bênçãos advindas do que Cristo fez por nós na cruz, devemos estar dispostos a sofrer por sua causa. Não é fácil falar do evangelho a muitas pessoas, mas é nosso dever falar, mesmo que sejamos escarnecidos, ridicularizados e perseguidos. O que não podemos fazer é deixar de falar. O trabalho da igreja exige abnegação. Quantas coisas precisamos sacrificar para poder fazer a sua obra? Há igrejas nas quais não há quem queira aceitar cargos. Todos querem ficar na periferia onde é mais cômodo e não no centro, nos postos de liderança, onde o trabalho é mais árduo. A igreja cresce quando os crentes estão dispostos a sacrificar o conforto e os interesses pessoais em favor do trabalho. Enquanto houver comodismo, também existirão igrejas frias e desanimadas.










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