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O título mais honroso
Por: ICPM

Texto básico (Rm 8.11-17). Texto central: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).

 

Introdução: A posse de títulos sempre foi um “ponto fraco” do ser humano. No tempo dos apóstolos, o título “Cidadão Romano” era tão cobiçado que um comandante de Jerusalém deu grande soma de dinheiro a fim de possuí-lo (At 22.28). Nos meados do século passado era costume do governo dar títulos Nobiliárquicos aos benfeitores da pátria. A nossa história está cheia de viscondes, condes, barões e outros. Visconde de Taunay, Barão de Mauá, Barão do Rio Branco, são exemplos muito conhecidos. Só um homem, no Brasil, recebeu o título máximo, que é o de duque. O valoroso Luiz Alves de Lima e Silva recebeu o título laureado de Duque de Caxias. Hoje, o título mais cobiçado em todo o mundo é o de “Prêmio Nobel”. Quem o recebe tem o seu nome na história como um benfeitor da humanidade. Esses títulos, porém, são dados pelos homens mediante feitos importantes aqueles que os recebem. O crente, todavia, recebe um título, não de homens, mas de Deus, não por seus feitos, mas por sua fé. Este título é o de filho de Deus! Nenhum título que os homens tenham para dar pode igualar-se a este que até o mais humilde crente possui. Foi com grande alegria que João escreveu aos crentes espalhados e perseguidos por toda a parte: “Amados, agora, somos filhos de Deus!”, querendo dizer: Agora temos este precioso título (I Jo 3.2)!

 

Do texto básico vamos destacar cinco pontos, a saber:

 

1º - Devedores não a carne (v.12): Espiritualmente somos devedores a muitas pessoas. Os irmãos já pararam para pensar o quanto somos devedores aos que traduziram e imprimiram a Bíblia para nós? Aos que nos pregaram a Palavra de Deus? Aos que fundamentaram a nossa fé através do ensino das Escrituras Sagradas? Conta-se de um chinês que se converteu ouvindo um missionário estrangeiro na China. Sua alegria de agora ser crente era tanta, que esse chinês dizia a todos: Quando eu chegar ao céu, primeiro quero ver e abraçar o Senhor Jesus meu Salvador e depois quero ver e abraçar o missionário estrangeiro que me levou a Jesus, pois sou muito grato a ele por me levar a Cristo! Mas, a nossa dívida é maior e inigualável para com Deus. Foi Ele quem nos chamou e com o seu Espírito moveu o nosso coração para crer e deixar o nosso velho caminho de delitos e pecados. É por essa razão que Paulo diz que não somos devedores a carne, mas sim a Deus que nos deu do seu Espírito Santo (Rm 8.11,12).

 

2º - O viver pelo Espírito (v.13): Deus atuou em nós pelo seu Espírito e, a vida que Ele quer que vivamos, só pode ser dada por Ele. Mas o que é viver pelo Espírito? É viver impulsionado e guiado por sua força, vontade e sabedoria. Viver a nossa vida é uma coisa, mas viver a vida que Deus quer que vivamos é outra coisa, e só é possível se Ele nos habilitar para isto. Não compete ao crente dizer o que é certo ou errado, mas sim a Palavra de Deus nele iluminada pela direção do Espírito Santo (Rm 12.11-13).

 

3º - São filhos de Deus (v.14): Todos são filhos de Deus? Não! Todos são criaturas de Deus, porque Ele criou a todos. São filhos de Deus somente os que são gerados pelo Espírito de Deus, isto é, nascidos pela ação vinda de Deus. Os filhos de Deus são reconhecíveis por serem guiados pelo Espírito de Deus nesse mundo (Rm 8.14)!

 

4º - Recebestes o espírito de adoção (v.15): Nós perdemos o direito de filho, quando Adão e Eva pecaram, mas pelo que Cristo fez na cruz e pela ação do Espírito em nós, fomos adotados, isto é, recebemos o espírito de adoção. Essa adoção é tão perfeita que podemos chamar a Deus de Pai (Aba), e ter herança com Aquele que é o seu verdadeiro Filho, Jesus Cristo (Rm 8.15-17)!

 

5º - O mesmo Espírito testifica (v.16): Quem nos garante que as afirmações acima são verdadeiras? Objetivamente, é a Bíblia que nos garante. E subjetivamente, ou seja, no nosso íntimo, é o Espírito Santo que testifica como o nosso espírito, dizendo que somos filhos de Deus! Não basta a Bíblia afirmar que somos filhos de Deus, é necessário que o Espírito Santo afirme isto também em nós de que somos filhos de Deus! Portanto, há uma garantia da Palavra de Deus expressa que qualquer um pode examinar, e há uma particular e pessoal afirmação divina, que só o crente pode sentir na sua intimidade com o Espírito de Deus (Rm 8.16).

 

Dos cinco pontos extraídos acima do texto básico, vamos tirar as seguintes lições:

 

1ª - A adoção nos faz de novo filhos de Deus: O pródigo da parábola contada por Jesus, ao voltar ao lar, entre outras coisas, recebeu de seu pai o anel. A roupa, o calçado e a mesa farta eram muito importante para ele, dadas a miséria em que se achava, mas o anel valia muito mais que tudo. Significava que seu pai o estava recebendo como a um filho. Dava-lhe, não apenas o agasalho e a comida, mas o lugar que ele havia perdido. O filho não tinha mais nenhum direito, mas o pai colocou-lhe o anel no dedo, significando: “Eu te adoto como meu filho!”. Quando fomos salvos por Cristo, Deus também, nos adotou como filhos Dele, pondo em nós o sinal que é o seu Espírito (Ef 1.12-14).

A condição para ter adoção de filho de Deus é a regeneração a qual Jesus chama de novo nascimento pela a operação do Espírito Santo (Jo 3.3-7). A adoção é um ato que se passa na mente de Deus e só tomamos conhecimento dela pela revelação do próprio Deus, através de sua Palavra, e por seu Espírito Santo. Ninguém pode ser crente, filho de Deus, senão pelo Espírito Santo. É Ele que convence o pecador do seu pecado, da justiça de Deus e do juízo (Jo 16.8).

 

2ª - No privilégio da adoção há direitos e deveres: Um filho adotado mediante a lei tem os mesmos direitos de um filho legítimo. Deus nos adotou, não para sermos filhos de segunda classe, mas para nos fazer assentar nos lugares celestiais em Jesus Cristo (Ef 2.6). E para nos mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça e bondade para conosco (Ef 2.7). Tudo isto, a fim de nos tornar membros da família de Deus (Ef 2.19). Devido ser adotado como filho de Deus, há deveres a cumprir como filho de Deus. Em síntese pode-se dizer que os deveres de filhos de Deus devem:

 

A) Ser como Ele é: Jesus disse: “Quem me vê a mim, vê ao Pai” (Jo 14.9). Jesus é o Filho de Deus e a glória de Deus é vista na face de Cristo (2ª Cor. 4.6). Assim, agora, aqueles que são feitos filhos de Deus por adoção, devem ser parecidos com Jesus, mostrando Deus através de suas vidas. Pedro escreveu: “Segundo é Santo Aquele que nos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo vosso procedimento” (I Pe 1.15). Quem foi adotado por Deus como filho precisa andar na luz, porque Deus é luz (I Jo 1.5), precisa andar em amor, porque Deus é amor (I Jo 4.16). Quem procede assim é de fato filho de Deus, pois é parecido com Jesus.

 

B) Honrar o santo nome de Deus: O filho deve honrar o nome que herdou do pai. Tendo nós o nome de “filhos de Deus”, é nosso dever fazer com que Deus seja glorificado através da nossa vida. Ele quer ser glorificado através de nossas boas ações (Mt 5.16), e através de vidas irrepreensíveis e sinceras (Fl 2.15). A Palavra de Deus recomenda a seus filhos: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” (Ef 5.1).

 

 

Concluindo: Como será que os não filhos de Deus têm nos vistos como filhos de Deus? Será que frequentando os mesmos ambientes que os perdidos frequentam os salvos poderão (participando do que eles participam e vendo o que eles veem) mostrar para eles que são filhos de Deus? Trabalhar junto do descrente, tomar o ônibus ou o metrô junto deles, comprar no mesmo mercado, na mesma loja que os não salvos é diferente de participar junto deles daquilo que eles participam e do que eles veem. A Bíblia diz: “Bem aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Sl 1.1). Paulo escreveu a igreja: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? Pelo que saí do meio deles e apartai-vos, diz o Senhor... e Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo- Poderoso” (2ª Cor 6.14,15- 16 e 18). Mediante a esse estudo Bíblico fica claro se recebemos ou não o título mais honroso que é o de ser filho de Deus! 










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