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A raiz dos males
Por: ICPM

Texto básico: (1 Tm 6.3-10). Texto central: “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se atormentaram com muitas dores” (1 Tm 6.10).

 

Introdução: O dinheiro é hoje um assunto que a todos domina. No âmbito pessoal, no da família, no da sociedade e das nações, o dinheiro é quase um “deus”. As grandes cidades não têm recursos para resolver os seus sérios problemas. Nova Iorque, Rio de Janeiro, São Paulo e outras grandes metrópoles, já não sabem o que fazer para angariar recursos e evitar o caos. Muitas pessoas, quando tocam em assunto de dinheiro, pensam logo em carro novo, viagens e tantas outras coisas que o mundo moderno oferece. Aqui fazemos uma pergunta: É fácil ganhar dinheiro? Todos sabem que não. Nem mesmo o necessário para se viver é fácil de ganhar. Mas, a Bíblia não só confirma que é difícil ganhar dinheiro, como diz também que é difícil gastá-lo bem. Muitos estão gastando-o para o seu próprio mal e até mesmo para a sua própria perdição. É nesse sentido que não é fácil gastar o dinheiro que ganhamos. Como temos gastado o que ganhamos? O crente precisa saber colocar o dinheiro no seu devido lugar, para que a benção dos recursos materiais, dados por Deus, evidentemente, não se transforme em instrumento de condenação. Do nosso texto básico, vamos considerar algumas ideias:

 

1ª - “Ensino segundo a piedade”: Quem se converte tem o coração voltado para as coisas de Deus, e ama realmente tudo aquilo que diz respeito à fé e à piedade cristã. Se alguém que se diz crente não tem alegria no ensino segundo a piedade, tenha cuidado, alguma coisa lhe está faltando! Mas, o que é piedade? Piedade é consagração espiritual que faz do crente aplicado na causa de Cristo, priorizando o Reino de Deus e a sua justiça por amor e devoção.

 

2ª - “Supondo que a piedade é fonte de lucro”: A busca da Igreja, ou de Cristo, com interesse de lucro, é a coisa mais absurda que pode acontecer, mas, infelizmente, acontece. Um dia, durante o ministério público de Jesus, indo eles pelo caminho, alguém lhe disse: “Seguir-te-ei para onde quer que vá. Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Lc 9.57,58). Aquela pessoa queria segui-lo por interesse material, mas Jesus deu-lhe logo sua “ficha” para que ele não gastasse tempo inutilmente.

 

3ª - “O lucro da piedade”: A palavra piedade, como já vimos, é a consagração espiritual. O lucro da vida piedosa não é em moeda corrente, mas em benção para a alma. O texto destaca um tipo de benção que é o contentamento. A causa da infelicidade de tanta gente é o descontentamento. Há muita gente com muito dinheiro, boa saúde, bom emprego, muita fama e muitos projetos, que estão descontentes com o que são e com o que possuem. Descontentamento tem também o nome de “insatisfação”. Quantas pessoas vivem insatisfeitas com o que são e com o que tem. A insatisfação foi o primeiro passo que o filho pródigo deu no caminho da perdição. Ele era filho e tinha tudo, mas estava descontente, insatisfeito. Aprendamos com Paulo que disse: “... porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fl 4.11). Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (1 Tm 6.8).

 

4ª - “Os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada”: Ficar rico! Que sonho! Quantas pessoas o embalam no coração! Ter dinheiro é ter conforto, é ter tantas facilidades na vida! Nada há de mal nisto, mas Paulo expressa uma verdade que precisa ser lembrada: É que na busca da riqueza há muita tentação e cilada. A tentação da mentira, da meia verdade, da cobiça, do desprezo à vida e dos interesses alheios.

 

5ª - “Alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé”: Em cada igreja são muitos os exemplos de pessoas que, em busca de riquezas materiais ou de posição na sociedade, se desviam da fé. Paulo diz do fim a que essas pessoas chegarão: “a si mesmas se atormentaram com muitas dores” (v.10).

 

Conclusão: Tiremos dessas cinco considerações do texto básico, três lições:

 

(1) Quando falamos em dinheiro, não nos referimos somente à moeda, mas aos bens materiais. A moeda surgiu para dar facilidade às transações comerciais. Os primeiros a cunhar moedas foram os gregos e os romanos. Muito antes de haver moeda, os bens materiais já estavam muito ligados à vida das pessoas. Jó muitos séculos antes de Cristo, passou pelo perigo de perder os seus bens. Contudo, ele foi diferente dos demais homens da sua época. O seu amor a Deus estava acima de tudo (Jó 1.21,22). Abraão também foi um homem diferente. Não questionou seu sobrinho Ló por causa do melhor campo, mas deixou que ele escolhesse o que achava melhor (Gn 13.9-13). Isaque também foi diferente. Não contendeu com os pastores de Gerar por causa dos poços de água que ele havia cavado (Gn 26.20-25). Moisés, “considerou o opróbrio (desprezo) de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito” (Hb 11.26). Jesus disse: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundancia dos bens que ele possui” (Lc 12.15). A vida contém muitos outros valores de grande importância, os quais não podem ser subestimados.

 

(2) Jesus falou três coisas importantes sobre o dinheiro:

a) "Não acumuleis tesouros sobre a terra... mas ajuntai tesouros no céu” (Mt 6.19,20). Com isto, Jesus quis dizer que não devemos fazer das coisas terrenas o nosso tesouro. Porque, se assim fazemos, nosso coração fica posto nele e não podemos servir a Deus devidamente. O coração sempre está onde temos o nosso tesouro. Ninguém pode servir a dois senhores ao mesmo tempo (Mt 6.21,24).

 

b) “Não andeis ansiosos...” pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer, ou pelo que haveis de vestir... (Mt 6.25). É natural que cada um tenha o seu trabalho e nele se aplique da melhor maneira possível, a fim de progredir a aumentar as rendas. Isto é justo, é um dever. O que não é certo é a aflição, a correria desenfreada, sacrificando-se todas as demais coisas com o objetivo de acumular bens materiais.

 

c) "O reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar”. Falando sobre esse assunto, Jesus concluiu: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça...” (Mt 6.33). O reino de Deus deve estar em primeiro plano na vida do crente, pois não podemos pôr debaixo do alqueire a luz que Deus acendeu em nós (Mt 5.15). Ou seja, não podemos esconder essa luz que há em nós, devido nossos interesses materiais.

 

(3) O dinheiro, que deveria ser um bem, pelas possibilidades que tem de construir, ajudar, plantar e tantas outras coisas, se usado no sentido inverso, será uma poderosa arma de perdição. Uns pecam não tendo dinheiro, querendo tê-lo. Para alcançar tal objetivo aceitam “qualquer negócio”. Muitos se entregam ao jogo, querendo enriquecer-se com a moeda do engano do povo e da ilusão dos pobres. Outros pecam, usando com usura e com orgulho o dinheiro que possuem em coisas que afastam a alma de Deus. A riqueza tem muitos caminhos de perdição. O crente precisa ter muito cuidado quanto ao dinheiro, porque a Palavra de Deus adverte que o amor dele é a raiz de toda a espécie de males e nessa cobiça muitos se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores (1 Tm 6.10).










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