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Recreação ou destruição?
Por: ICPM

Texto básico: (Ecl 11.1-10). Texto central: “Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que todas estas coisas Deus te pedirá conta” (Ecl 11.9). 

 

Introdução: Compreende-se hoje, muito mais que no passado, que o nosso tempo precisa ser dividido em três períodos: trabalho, repouso (sono) e lazer. Muitos têm eliminado o período de lazer, preenchendo-o com estudo ou com mais um emprego. Tem sido isto acertado? É fato que, se muitos jovens não fizerem assim, não poderão estudar. Se muitas pessoas não tiverem um segundo emprego, não poderão manter a família de modo digno. Contudo, estes fatos não anulam o princípio de que as horas de lazer são necessárias a todas as pessoas. Como gastamos as nossas horas de lazer? O mercado de entretenimento ou recreação é hoje muito grande. Há coisas boas e coisas ruins. Há muita recreação sadia que proporciona à mente e ao corpo muitos benefícios, mas há muita coisa perigosa que tem sido usada como recreação. Cabe ao crente em Jesus Cristo escolher o que é bom, justo e saudável. Há muitas coisas, tidas como recreação, que são incompatíveis com a vida de santidade e amor. Recrear deve ser, para nós, “recriar”, isto é, uma oportunidade de criar novas amizades, novas fontes de alegria e novas energias para o corpo e para mente. Antigamente pensava-se que só os jovens precisavam de recreação. Hoje, sabiamente, reconhece-se que todos, em todas as idades, precisam dela. Vamos analisar alguns destaques do texto básico:

 

1º - “Lança o teu pão sobre as águas...” (v.1): Parece um desperdício lançar o pão sobre as águas. Da mesma forma parece um desperdício o tempo empregado na recreação. Mas, um dia, vamos achá-lo de volta na forma de saúde, disposição para o trabalho e maior produtividade.

 

2º - “... Caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar que a árvore cair ali ficará” (v.3): Uma árvore pode cair para o lado que desejamos que ela caia, mas, uma vez no chão, ficará onde caiu. Nós podemos escolher de que modo gastar o nosso tempo, mas havendo-o gastado, nada mais se poderá fazer depois.

 

3º - “... Recreei-se o teu coração...” (v.9): A concepção antiga era de que só o moço gosta de recrear-se. É fato que na mocidade se tem mais entusiasmo e energia para tal coisa. Reconhece-se hoje, porém, que a recreação é uma necessidade para todas as idades, porque ajuda a descontrair, alivia as tensões acumuladas nos escritórios, nas oficinas, na cozinha ou na escola. Mas não devemos esquecer que, até das nossas recreações, Deus nos pedirá conta. Por isso, precisamos ter cuidado com o modo pelo qual procuramos satisfazer esta necessidade da vida que é a de se recrear.

 

4º - “... É vaidade” (v.10): O escritor sagrado usou neste livro, muitas vezes, a expressão: “tudo é vaidade”, querendo dizer com isto que todas as coisas da presente vida passam rapidamente e satisfazem apenas o nossos sentidos naturais. De modo nenhum estaria condenando uma coisa justa, sadia que é a boa recreação. O mundo moderno tem multiplicado os meios de recreação, levando-a a extremos perigosos.

 

Desta análise do texto básico do nosso estudo, podemos tirar as seguintes lições:

 

1ª Lição - A necessidade da recreação: Frank S. Caprio escreveu no seu livro “AJUDA-TE PELA PSIQUIATRIA” que “A recreação e o repouso são para o corpo e a mente o que o alimento e o ar fresco são para o estômago e os pulmões”. Só trabalhar, estudar ou se limitar apenas aos deveres domésticos, sem nenhuma recreação, inclina a balança desfavoravelmente. O psicologista Donald Laird disse que: “A gargalhada, massageia o coração, aumenta e intensifica as suas batidas”. Samuel Koening, em seu livro “ELEMENTOS DE SOCIOLOGIA”, afirma que “A vida recreativa do homem é um dos recursos que moldam a vida da sociedade. Pode ser usada como um eficiente elemento educativo e, por isso, mereça atenção especial”. Vários sociólogos e psicólogos citados por Samuel Koening entendem que as atividades recreativas visam ao relaxamento físico e mental e propiciam a liberação de energias reprimidas, aliviam as tensões e revigoram o organismo. Para alguns deles, a recreação tornou-se um meio de desenvolver a eficiência física, mental e moral, e de reduzir a delinquência e o crime. É, portanto, um dos imperativos obrigatórios da sociedade. A medicina está preocupada com uma doença que hoje é uma ameaça à sociedade. Esta doença chama-se “stress”, ou “esgotamento nervoso”. Devido à vida tão complexa, a poluição e ao barulho das grandes cidades, o organismo humano não resiste se não houver uma oportunidade para se descontrair e descansar.

 

2ª Lição - A recreação e a fé: A sede de recreação pode levar-nos por um caminho perigoso. Um motivo justo pode acabar em desastre para a nossa vida. Devemos ter muito cuidado ao escolher as nossas recreações, para que a nossa fé não seja prejudicada. Uma casa de campo, por exemplo, é uma coisa muito boa quando bem usada. Mas quando a usamos nos dias de domingo e deixamos de vir à igreja e nos afastamos do trabalho do Senhor na sua casa, esta coisa boa torna-se uma coisa ruim. Uma coisa que devia ser para o bem, acaba sendo um mal para nossa vida. Lembramos que não adianta estar no lugar certo, mas na hora errada. Há quem deixa de ser aluno da EBD porque joga bola nos domingos pela manhã! Pessoas assim não estão bem em relação à vida com Deus! Festas de aniversário, também, proporcionam encontros sadios e agradáveis e fazem-nos conhecer e fazer novas amizades, mas nunca devemos atender tais convites se esses forem aos domingos ou em dias de cultos na igreja, pois isto pode até ser uma estratégia do inimigo para nos afastar de Deus, cuja palavra adverte: “Vede irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo. Antes vos exortai uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado” (Hb 3.12.13). A igreja precisa ter meios de recreação, principalmente para jovens e adolescentes, caso contrário, eles irão satisfazer lá fora os seus anseios naturais da idade, e poderão comprometer-se com os costumes do mundo. Cada jovem crente, e os crentes em geral, ao escolher uma recreação, deveriam fazer a si mesmos, algumas perguntas como estas:

 

a) Convém esta recreação a minha vida espiritual? Pense no que Paulo escreveu: “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam” (I Cor 10.23).

 

b) Ajudará no meu testemunho de crente esta recreação? Pense e medite no que Paulo escreveu: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é justo, tudo o que é puro tudo o que é amável tudo o que é de boa fama... seja isso que ocupe o vosso pensamento” (Fl 4.8).

 

c) Trará bons resultados para mim esta recreação? A Bíblia manda ter cuidado com escolha de caminhos e adverte que: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (Pv 14.12).

 

d) Cristo estará comigo nesta recreação? Lembremo-nos da recomendação da Palavra de Deus: “Pois outrora éreis trevas, porém agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz”(Ef.5.8). Se Cristo não vai comigo, então eu não devo ir!

 

3ª Lição - A recreação e a vida: A recreação é uma necessidade para nossa vida em todas as idades, mas muitos estão fazendo da recreação um meio não para melhorar, mas para piorar, escapando de um perigo e caindo em outro. Como assim? Muitos estão gastando tempo e recursos, destinados à recreação, nos caminhos perigosos da bebedeira, da perversão do sexo e até da aventura louca dos entorpecentes. Nos meados dos anos 70, Karen Ann Quinlan foi uma figura que comoveu o mundo durante muito tempo, pois com menos de 18 anos arruinou sua vida com entorpecentes e álcool. A dura realidade de hoje é ver adolescentes e jovens mergulhados na mesma ruína. Temos que usar a recreação como um meio para melhorar nossas condições de vida e não piorá-la. Muitos jovens estão se suicidando em esportes perigosíssimos, nos quais o lema é “acertar ou morrer”. Não é isto que agrada a Deus. Ele nos deu capacidade para viver vida sensata, alegre para usar bem a dádiva de nossa existência.

 

Concluindo: Como deixa claro entender o Catecismo Maior e Menor da igreja, o fim principal do homem é amar a Deus e ser feliz Nele e através Dele para sempre. Lembremos as palavras do Senhor Jesus que disse: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10.10). Paulo exorta a igreja dizendo: “Vede prudentemente como andais, não néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus, pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” (Ef 5.15-17). 










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